PERSONALIDADES DO ESPORTE

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

PAULO CÉSAR GUSMÃO "PC"

Paulo César Gusmão abre a sua casa e revela: pensa em futebol 24 horas por dia.
- Treinador diz que está maduro, lamenta decisões precipitadas do passado e fala do bom ambiente que vive em família e com o elenco vascaíno.


PC Gusmão abriu o seu apartamento para o GLOBOESPORTE.COM. Treinador falou de sua intimidade e chegou até a mostrar um vídeo dos tempos de Ceará Sporting Club.

Nesta arracanda do Vasco no Campeonato Brasileiro, tempo livre é algo raro na vida do técnico Paulo César Gusmão. Foram três vitórias e três empates, aproveitamento que daria o terceiro lugar ao Gigante da Colina se a competição tivesse começado após a pausa para a Copa do Mundo. Mesmo de folga em casa, ele não relaxa. Futebol não sai da cabeça de PC. Abre o computador, analisa o adversário e vê com quem pode contar para o próximo desafio.

- Os meus amigos me ligam e brincam: "sai da toca" - brincou o treinador.

Paulo César Gusmão sentiu saudade do Rio de Janeiro, da bela vista de sua varanda de frente para o mar da praia da Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. O convite do Vasco foi providencial. Juntou a vontade de retornar à Cidade Maravilhosa e de trabalhar no clube de coração, local onde inciou a carreira de preparador de goleiros e teve a primeira chance como treinador de uma equipe profissional.

Longe da badalação carioca, ele prefere curtir a casa. Sair? Para quê? Só para jogar vôlei ou para ir aos compromissos familiares, sempre obrigatórios. E foi justamente nesse ambiente aconchegante e ao lado da mulher, Ana Beatriz, que o comandante vascaíno recebeu o GLOBOESPORTE.COM para um um bate-papo informal.

Logo de cara, PC Gusmão faz um convite para o andar superior de seu apartamento duplex. Ao subir os primeiros degraus, um painel mostra vários momentos da carreira do treinador. Títulos pelo Vasco, passagem pela Seleção Brasileira, na época comandada por Vanderdei Luxemburgo, e imagens com o parceiro Romário, companheiro de quarto na década de 80 no Gigante da Colina. Sem pensar duas vezes, o treinador corre para o aparelho de DVD e exibe com orgulho um vídeo sobre a sua passagem no Ceará. Com os olhos marejados, ele comenta.

- Vocês precisam ver como foi a nossa chegada a Fortaleza. O jogo que garantiu a volta à Série "A" foi em Campinas e, no retorno, os torcedores estavam nos esperando, uma coisa linda - comentou.

No armário, um troféu dado pelo governo do Ceará de honra ao mérito esportivo, tudo por ter conquistado o acesso do Vovô à Série "A" para a temporada 2010. No ambiente, PC respira futebol. São taças, medalhas e vídeos. Na estante, outra paixão do comandante vascaíno, a leitura. A biografia do nadador Michael Phelps, vencedor de oito medalhas de ouro nas Olimpíadas de Pequim, em 2008 ("Sem Limites"), e títulos como "Inteligência Emocional", de Daniel Goleman, e "Semente da Vitória", de Nuno Cobra, fazem parte dos preferidos do técnico. Todas obras motivacionais.

Porém, no período em que assumiu o Vasco, uma nova leitura tem chamado a atenção de PC.
- É um livro chamado "Onde Existe a Luz" de um indiano que eu não me recordo o nome (Paramahansa Yogananda). Ele fala de algumas palavras para você usar no dia a dia e outras para não usar nem dentro da sua casa. O mundo gira em torno de energia. É para você estar sempre em ambientes com energia positiva, com coisas boas. Se eu percebo que vou em um lugar e o ambiente está pesado, eu prefiro nem ir. Tem lugares que eu sou obrigado, porque eu tenho família, mas eu saio até pesado. Mas existem outros ambientes que eu sei que vou sair numa boa
- disse o treinador.

PC GUSMÃO abre o baú de São Januário.

Pc Gusmão ao lado de Romário, seu companheiro de quarto na concentração do Vasco.
PC Gusmão reencontra Donato, ex-companheiro de Vasco na década de 80.

PC Gusmão treina forte para tentar superar o titular Acácio.
PC Gusmão em ação em um treino do Vasco, em São Januário.

Mas não são apenas os livros que atraem o ávido leitor PC Gusmão. Reportagens jornalísticas também servem de exemplo para o trabalho do treinador. Até mesmo um material sobre uma orquestra sinfônica foi lembrado pelo comandante vascaíno. Na opinião dele, trabalho duro e disciplina não fazem mal a ninguém.

- Li sobre uma orquestra que estava falida e contratou um novo maestro. Ele apostou na disciplina e no trabalho para melhorar o desempenho. O problema é que tinha um monte de músicos reclamando que o cara cobrava demais, que parecia um militar. Lembro que teve um jogo do Brasil e o pessoal queria uma folga, mas ele colocou para ensaiar antes e até depois da partida. Todo mundo reclamou. Parecia até jogador de futebol encostando em repórter e dizendo: "aquele cara é chato demais, cobra isso, aquilo (risos)". Tudo mudou. O salário dos músicos passou de R$ 2,2 mil para R$ 6 mil, de 35 apresentações anuais para 85, os patrocinadores voltaram. Eu leio isso porque a linha vencedora não tem local, não tem hora. Em qualquer trabalho se você não tiver disciplina, trabalho e respeito, você não vai a lugar nenhum - disse.

No vestiário, tudo o que lembra o bom desempenho do Vasco na retomada do Brasileirão é utilizado pelo comandante.

- Coloco no vestiário o antes e o depois para eles verem o desempenho. Antes da Copa era de 33%, agora é de quase 67%. Isso motiva ainda mais - afirmou o comandante vascaíno.

PC Gusmão diante de uma de suas diversões: a churrasqueira de seu apartamento na Barra.

E quando o trabalho sai da cabeça do treinador por alguns instantes, o lazer é ficar em casa, no máximo um pulo até a rede de vôlei em frente ao seu condomínio. Diversão com os amigos mesmo é na frente da churrasqueira e, de preferência, perto da família Gusmão.

- Faço churrasco. As minhas filhas até tentam me carregar para o cinema, mas é difícil. O meu cachorro está atrás de mim para cima e para baixo (Toby). Outro dia, em uma folga, eu estava em uma sala de cirurgia veterinária para ficar com ele. Gosto da minha casa, gosto de ficar com as minhas filhas (Paula, de 22 anos e Beatriz, de 17), não sou de rua. Gosto de jogar um vôlei de praia com os meus amigos botafoguenses. É isso que eu faço para relaxar. Não tem muito mistério - contou.

E o churrasco? PC afirmou que até costuma começar a queimar a carne, mas que no fim deixa o comando com o cunhado Sid ou com o genro Rodrigo.

- Um dos dois termina. Eu prefiro beber um pouco (risos) - brincou o comandante.

Com o passar da conversa, o assunto volta ao Vasco. Saudoso, ele relembra quando chegou ao clube. Já formado em Educação Física, era um jogador diferente, principalmente por já ter uma profissão fora das quatro linhas.

- Quando cheguei ao Vasco, com 23 ou 24 anos, era professor de Educação Física e tinha duas matrículas, uma no município e outra no Estado. Tinha uma academia de ginástica e musculação com a minha esposa. Parei de jogar com 28 anos por causa de uma contusão no ligamento cruzado anterior do joelho. Eu não queria operar, porque já dava sequência à minha vida profissional. Fui ao Vasco para conversar com o doutor Alexandre Campello e surgiu a chance de ser preparador de goleiros. Foi um convite do Paulo Angioni e do Eurico. E foi aí que eu comecei a carreira de preparador - contou o treinador, que tem tanta ligação com o clube que batizou as filhas na Capela Nossa Senhora das Vitórias, localizada dentro de São Januário.

PC afirmou ainda que buscou uma metodologia diferente para trabalhar com os profissionais e lembrou com carinho de seu primeiro aluno.

- Eu queria fazer um trabalho aplicando o que eu sabia de preparação física com o que eu fui como goleiro. Peguei uma cobaia chamada Carlos Germano. Ele foi o grande responsável pela minha evolução profissional, sempre foi um cara que reagiu bem aos treinos e me deu valor. Tive a felicidade de ele divulgar o trabalho. Devo muito do meu início a ele - elogiou PC, que trabalhou na Seleção e por conta disso deu clínicas na Europa, inclusive para goleiros da seleção inglesa.

De Carlos Germano, o assunto passou a ser o ex-atacante Romário. Nos tempos de jogador, PC dividiu quarto com o Baixinho. O treinador tem sempre uma história para contar.

Peguei uma cobaia chamada Carlos Germano. Ele foi o grande responsável pela minha evolução profissional, sempre foi um cara que reagiu bem aos treinos e me deu valor. Tive a felicidade dele divulgar o meu trabalho. Devo muito do meu início a ele "PC Gusmão, técnico do Vasco - O Romário era o meu companheiro de quarto. Lembro que ele tinha insônia e eu queria dormir. Nós ficávamos hospedados no Barra Beach, que era um flat. Tinha o quarto, com duas camas, uma televisão, e a sala. Ele dizia: "você quer dormir? Eu vou para a sala e vou levar a televisão". Mas eu dizia para ele apagar a luz e abaixar o volume, mas deixar a televisão para eu pegar no sono. E ele não pensava duas vezes em responder: "televisão não dá sono, tira o sono". Ele pegava o aparelho, levava o colchão e dormia na sala. Ele sempre foi sincero em suas colocações, sempre foi um cara franco. Quando ele gosta, ele gosta. Quando não gosta, não gosta. Até me ligou no início da semana para conversar - disse o comandante.

Dos tempos de Vasco, PC também não deixou de lembrar da final do Campeonato Carioca de 1988. Na partida decisiva, o lateral-direito Cocada entrou no segundo tempo e marcou o gol que selou o título do Gigante da Colina. Durante a festa, Renato Gaúcho, Romário e Alcindo se desentenderam, e o então goleiro reserva precisou intervir.

- O Romáio se desentendeu com o Renato e eu fui entrando para separar. Vi o Alcindo dando um pisão no Baixinho e eu dei outro pisão nele - disse PC.

Pisão? PC lembrou do lance e admitiu que pegou pesado com o companheiro. Atualmente, os dois são amigos e até riem da situação, mas na época...

- Foi uma voadora. O Alcindo diz que entrou para apartar, mas todo mundo viu no vídeo. Hoje em dia, os jogadores brincam: "professor, você nunca mais faz isso por causa do joelho" (risos) - comentou o treinador vascaíno, lembrando que tem problema no local.

Mas não são apenas de recordações boas que vive o atual treinador vascaíno. PC Gusmão abriu o coração a admitiu ter errado em algumas ocasiões de sua carreira. O treinador fez até um mea-culpa em sua saída do Botafogo. Tambem diz ter sido imaturo na decisão de deixar o Flamengo após pouco tempo de trabalho.

- Essas passagens rápidas por alguns clubes você pode classificar como imaturidade. A juventude, ligada a momentos de explosão, fizeram isso. Hoje, antes de tomar qualquer decisão eu paro, penso, respiro e ajo. Dessa forma, você tem menos chance de errar. No Botafogo, por exemplo, nós tínhamos tudo na mão, éramos líderes do campeonato, poderíamos ter estabilizado porque estava tudo bacana. O momento poderia ter sido prolongado, mas preferi sair. A saída do Flamengo foi mais por imaturidade e também pelo ambiente político que o clube vivia naquela época. Existiam duas correntes políticas e tudo se refletia dentro do futebol - relembrou o treinador vascaíno.

E o que mudou de lá para cá? PC fez uma análise e afirmou que a sua saída do eixo Rio-São Paulo o ajudou a mudar a forma de pensar. Mais maduro após passagens pelo Itumbiara, de Goiás, e pelo Ceará, ele garante que passou a se adaptar aos locais de trabalho em vez de obrigar os outros a se adaptatem ao seu estilo.

- Foi um amadurecimento, porque cheguei a trabalhar sem condições no início. Com o passar do tempo, as pessoas que estavam conduzindo o futebol desses clubes deram condições. Pudemos montar uma estrutura básica para o futebol profissional e tivemos a felicidade de conquistar títulos. O Itumbiara foi campeão pela primeira vez na história da cidade e pela primeira vez um time do interior era campeão sobre um time da capital. Em seguida, eu fui para o Ceará e lembro que fomos motivo de chacota após um empate por 3 a 3 com o Paraná e a entrada na zona de rebaixamento. Conseguimos chegar ao G-4 e à Série "A". Passei a me adaptar aos locais e a ir colocando a minha metodologia aos poucos - contou PC.

Ao ser questionado sobre as suas referências no futebol, PC não deixou de lembrar de Vanderlei Luxemburgo, com quem iniciou o trabalho de auxiliar técnico, em 2003, no Cruzeiro.

- Eu sempre cito o Vanderlei porque virei auxiliar trabalhando ao lado dele. Naquela época, eu trabalhei com ele no Cruzeiro, na Seleção, no Palmeiras. Foram anos de conquistas que tivemos. A forma de comando, a forma de motivação, a forma de treinamento, isso tudo não tem como eu esquecer. E o Luxemburgo foi o cara com quem vivi isso tudo. Também gosto muito do Oswaldo de Oliveira, um dos treinadores de alto nível do futebol brasileiro.

PC também aproveitou para falar do desempenho do Vasco no Campeonato Brasileiro e do que ele espera da equipe nas próximas rodadas. Confira abaixo os principais temas abordados pelo treinador durante o bate-papo com o GLOBOESPORTE.COM.

PC Gusmão em ação em uma atividade na Colina

Durante muito tempo, o seu nome era especulado no Vasco e não vingava. O que acha que ocorreu agora para ser contratado de fato?
- Acho que foram por duas situações. Pelo momento parecido que o Vasco vive hoje com aquele vivido em 2001, quando eu assumi pela primeira vez. E pelo momento profissional em que eu estava no Ceará, de ser o líder do Brasileiro, ao lado do Corinthians. Isso fez com que o meu nome fosse forte para voltar e ter a aceitação da torcida. Era o momento de eu voltar ao Vasco, de voltar ao Rio, de voltar para a minha casa, de viver com as minhas filhas nesse momento de formação.

Até onde esse Vasco pode brigar? Pode ficar lá em cima?
- É o que nós esperamos. Até o fim do primeiro turno, nós vamos saber onde vamos brigar no campeonato. O que esperamos é brigar lá em cima, pelo G-4. Após a Copa, nós pegamos quem estava na parte de baixo com a gente, depois no meio da tabela e agora teremos o cruzamento com quem está em cima. Agora nós vamos saber aonde podemos chegar, aonde podemos brigar. O time está mais equilibrado e pronto para brigar de igual para igual. Nos protocolos de competição, força, potência, nós estamos em alto nível. Temos esses parâmetros de outros clubes e procuramos igualar o Vasco.

Ficou surpreso com a reação dos torcedores nessa sua volta?- Eu sempre espero o melhor, mas fiquei surpreso. Logo no segundo jogo, em São Januário, o torcedor gritou o meu nome e isso não tem dinheiro que pague. A gente está acostumado a ser chamado de burro. Quando o torcedor grita o seu nome é ótimo.

Você usa algum aparelho para acompanhar as estatísticas, grava os jogos?
- Tenho o Footstat, que é o programa de acompanhamento. Tenho um rapaz que faz as gravações, mas tenho o Acácio que edita para não ficar cansativo. Ele edita uns três ou quatro jogos, e nós passamos para os atletas. Eu vivo intensamente o meu clube. Chego ao Vasco antes das 7h da manhã, o treino começa às 8h. Não tenho problema de indisciplina, de horário, de nada. Todos os jogadores assimilaram, viram que é bom. Hoje, o nosso ambiente dentro do vestiário é maravilhoso, mesmo com tudo o que vocês sabem de atraso (de salários), nós não temos problema nenhum.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

BENÊ LIMA "Mundo da Bola"!

BENÊ LIMA

“Sou um autodidata convicto. Mas não faço rejeição alguma ao estudo formal, pelo contrario sou um incentivador. Porém, reconheço que um bom autodidata precisa possuir uma sólida base como discente, pois, é ai que a informação adquirida vai interagir com as capacidades inatas e também com as adquiridas, resultando no saber”.


CONFIRA A ENTREVISTA
- Homem de radio e do esporte, Benê Lima é figura conhecida no cenário esportivo cearense, por suas opiniões e comentários polêmicos sobre o “mundo da bola”. Inteligência privilegiada, rapidez de raciocínio, tranqüilo, porém firme em suas colocações.

Estas são algumas das facetas deste autodidata que flutua entre o estudo e a criação. “Sou um autodidata convicto. Mas não faço rejeição alguma ao estudo formal, pelo contrario sou um incentivador. Porém, reconheço que um bom autodidata precisa possuir uma sólida base como discente, pois, é ai que a informação adquirida vai interagir com as capacidades inatas e também com as adquiridas, resultando no saber”, afirma Benê.

Membro da organização místico-filosófica e iniciática, Ordem Rosacruz, há trinta e um anos, Benê atribui a essa proveitosa relação com a organização sua visão humanista e holística vivida no ambiente da filosofia mística.

Foi tomando por base recente convite internacional feito ao radialista, comentarista e âncora como ele mesmo se classifica que “batemos este papo” informal.

Artilheiro – Benê Lima, você é um comentarista “das coisas do Esporte” em especial do cearense. Qual a fonte de sua experiência na área esportiva?
- Benê Lima - A base da minha experiência é a observação aliada ao estudo. Repito, me considero, essencialmente, um autodidata. Mas um autodidata que possui uma muito boa base formal, a ponto de ter podido formular um caminho de autodescoberta, e o que é melhor, a baixo custo. Um bom exemplo disto é a experiência teórica vivida no cotidiano por nossos clubes, somada à experiência prática obtida no Caucaia [Caucaia Esporte Clube].

Uma outra experiência que tem tido boa visibilidade é a em que ele acumula os cargos de coordenador técnico, relações públicas e diretor superintende da Liga [Liga Cearense de Futebol Feminino], ao lado do professor Sérgio Ricardo [presidente da entidade]. “Demos um bom impulso no crescimento da entidade, direcionando o nosso trabalho para o aspecto educacional e social”.

Artilheiro – Com se deu o fato da sua escolha, para uma atividade como a de “Expert Commentator”?
- Benê Lima Penso que o mais decisivo foi nossa atuação no Chat trilingüe promovido pela coordenação do Desafio Nike Futebol, do Changemakers Ashoka do qual participamos, ocasião em que pudemos colaborar com inovações, idéias que representam acréscimos em relação aos projetos já divulgados. (Projetos do Desafio Transformando Vidas através do Futebol, emitindo pareceres, orientações e feedback sobre os mesmos, desse modo contribuindo para a iniciativa promovida e organizada pelo Consórcio Nike e Ashoka).

Artilheiro – Explique para o nosso internauta, o que é um “Expert Commentator”?
- Benê Lima - O “Expert Commentator”, pelo que pude sentir, deve reunir algumas precondições que o permitam realizar uma análise criteriosa dos projetos, e, além disto, somos pensadores que devemos compartilhar nossos conhecimentos e competências, oferecendo feedback sobre a forma como os cidadãos podem estimular as transformações sociais, orientando-os quanto às mudanças para que possam construir comunidades mais cooperativas e fortes.

Artilheiro – Qual a relação existente entre sua atividade como radialista da área esportiva e a nova atividade que o espera?
- Benê Lima - Relação direta mesmo, nenhuma. Mas, sem dúvida, quase toda minha trajetória de vida tem relação com o cargo, e mais ainda com as atividades a ele inerentes.

Minha visão de mundo tem como mais forte viés o aspecto humanista. Afora isto, minha trajetória no rádio e no esporte sempre foi pautada pelo aspecto educacional e pela difusão da informação e do conhecimento, até como maneira de oferecer aos ouvintes menos aquinhoados uma contrapartida em troca da audiência com que eles [ouvintes] nos brindam.

E, finalmente, essa mesma formação humanista (místico-filosófica) me colocou na vanguarda das mudanças que estão sendo processadas nos esportes, sobretudo no futebol. E, é bom que seja ressaltado, essas mudanças não excluem os esportes de alto rendimento, entre os quais o futebol profissional se encontra.

Artilheiro – Explique melhor como estas mudanças podem ser feitas.
- Benê Lima - Tomemos, por exemplo, o futebol amador. Podemos fazer do futebol amador um celeiro muito mais produtivo de talentos. E como isto pode ser feito? Estruturando o futebol amador. Essa é a nossa idéia. A idéia em si não traz nada de original [eu sei!]. Mas o grande pulo do gato está em executar a idéia.

Para não ficarmos só no distante campo dos sonhos, é importante dizer que eu mesmo tenho um pré-projeto para a criação de uma entidade nacional em nosso estado que represente e busque nela agregar as principais iniciativas do futebol amador. Aliás, posso até dizer que isto já está em andamento. E nesse pré-projeto há a previsão de se buscar apoio para ele nas três esferas [municipal, estadual e federal], exatamente para que tenhamos condição de dar sustentabilidade a esse surto desenvolvimentista do futebol amador que nós pretendemos alcançar. Claro que tudo começaria por aqui [no estado do Ceará].

A nossa idéia seria fazer com que as competições amadoras adotassem o modelo preconizado pela FIFA e CBF, com o aval e o comprometimento da federação [FCF], no que se refere ao cumprimento de um calendário. E desse modo, nossa expectativa é de que criaríamos novas perspectivas para atletas e também para os profissionais da área.

Portanto, organizar, disciplinar e estruturar as competições amadoras seria uma tarefa e um desafio que enfrentaríamos. Só assim, o futebol amador cresceria como o verdadeiro berçário do futebol profissional, desonerando os clubes, principalmente, no nosso caso, Ceará e Fortaleza, que serviriam de desaguadouro da melhor parte desta mão-de-obra.

Dentro dessa nova perspectiva, os agentes que possibilitariam essas mudanças seriam todos os profissionais da área, e desse modo teríamos que cuidar da qualificação desses profissionais. Assim, veríamos o futebol amador, em tese, como sendo o estágio inicial do futebol profissional. E por conseqüência, também estaríamos estimulando [mesmo que timidamente] até o crescimento da demanda nas instituições de ensino superior, bem como a criação de novos postos de trabalho, situação que daria certo reflexo positivo ao próprio mercado. Repito, estas mudanças devem alcançar a todos. A orientação geral dos gestores [ou atores] do mundo do futebol deve ser o alvo principal das mudanças. Isso inclui, obviamente, a administração dos nossos clubes, a administração da federação [FCF] e a crônica esportiva. Essa necessidade se dá em razão da escassez do capital intelectual na área esportiva para pensarmos nossos próprios projetos, para criarmos soluções alternativas moldadas na nossa realidade, e assim não precisaríamos importar modelos que não tenham afinidade com a nossa economia e com a nossa cultura.

Agora mesmo recebemos um convite para participarmos de um Laboratório de Gestão Esportiva (Lab-GE), que está sendo organizado pela Universidade Estadual do Ceará (UECE). Esta iniciativa vem ao encontro daquilo que nós mais reivindicamos para o futebol cearense há mais de sete anos: um repensar do nosso futebol.

Artilheiro – Essa é uma posição de quem se quer progressista, ou é simplesmente uma maneira de chamar a atenção para si?
- Benê Lima - Eu diria que nenhuma dessas opções sintetiza com acerto minha visão. Sou neoprogressista quanto às idéias [costumo repetir isso], mas conservador quanto aos valores. Mas, por outro lado, a revolução que acredito e que defendo é a do conhecimento [das idéias], rejeitando todas as outras derivadas da força e das armas.

Se você fala de meus arremedos de projetos e idéias sobre o futebol, aí posso dizer que hoje tenho uma visão mais social e menos fragmentada do esporte. Quero contribuir mais e mais para que tenhamos uma visão intertransdisciplinar do futebol, criando relações sistêmicas entre suas categorias e subcategorias, entre o amador e o profissional, por exemplo.

Quanto a chamar a atenção, quem não gosta que se lhe dê importância?! Como todo ser humano, também me permito exercitar um pouquinho da minha vaidade imanente, mas sou vigilante no sentido de guiá-la para fins construtivos.(Risos)

Assim é Benê Lima, amigo e colaborador de www.artilheiro.com.br, mostrando sua visão futurista e humanística sobre o futebol, em especial o local. Como vimos suas idéias ultrapassaram as fronteiras nacionais e quebrantaram barreiras, provando que o intelecto não é regionalizado, é globalizado ou universalizado, como queiram.

Finalizamos parabenizando-o pelas suas recentes conquistas e desejando-lhe o máximo de sucesso nesta nova empreitada.

Ronaldo Déber

sábado, 24 de abril de 2010

ARMANDO DESESSARDS

* 06/04/2010: ARMANDO SEVERO DESESSARDS - Técnico de Futebol

- ARMANDO SEVERO DESESSARDS, foi Técnico do Ferroviário AC no Campeonato Cearense de 2010.

- Nome completo: Armando Severo Desessards.
- Nascimento: 28/01/1967.
- Idade: 43 anos.
- Naturalidade: Uruguaiana(RS).
- Formado em Educação Física pelo IPA-RS, e em Direito pela PUC-RS.
- Com especialização em Treinamento Esportivo e vários cursos na área de atuação como técnico de futebol.
- Carreira: São José-RS(sub-17), Grêmio-RS(bases), Riograndense, São Luiz(RS), Ulbra(RS), Brusque(SC), Esportivo(RS), Internacional de Santa Maria(RS), Santa Cruz(RS) e Brasil de Pelotas(RS).

* CONFIRA A ENTREVISTA

Artilheiro Como surgiu o seu nome para treinar o Ferroviário ?

- Armando Desessards: Foi o cruzamento do meu perfil como técnico de futebol e o perfil do clube, o Ferroviário, que procurava por um profissional cujo o trabalho fosse com jogadores jovens ou oriundos das categorias de base. Devido ao momento financeiro que atravessava e ainda passa o clube, o foco maior era trabalhar o elenco com um treinamento qualificado, daí o acerto com a direção do Ferroviário.

Artilheiro Você só acertou com a diretoria Coral após a visita feita ao Ferroviário ?
- Armando Desessards: Depois da minha primeira visita a cidade de Fortaleza, conheci a estrutura do clube, me interei da real situação que passava o Ferroviário, conversei bastante com os diretores do Ferroviário e a identificação com a minha maneira de trabalhar, acabou resultando no acerto para fazer o meu trabalho no Ferroviário.

Artilheiro Como na maioria dos técnicos de futebol, você também já foi jogador ?

- Armando Desessards:
Sim. Comecei minha carreira como jogador. Ainda menino com 16 anos, jogava como zagueiro, mas com o passar do tempo, fiquei baixo para a posição e mudei para lateral direito. Encerrei a carreira de jogador muito cedo, optando juntamente com a família pelo Curso de Direito. A paixão pelo futebol foi mais forte e então cursei também, a Faculdade de Educação Física, quando tive a oportunidade de começar a minha carreira como técnico de futebol. Só nas categorias de base do Grêmio(RS), foram 10 anos.

Artilheiro quem foi a sua referência no início de carreira como técnico de futebol ?

- Armando Desessards:
Como passei muito tempo no Grêmio(RS), e boa parte desse tempo convivendo de perto com Luiz Felipe Scolari, Felipão, procurei aprender o máximo e tirar o melhor proveito dessa oportunidade. Foram quatro anos podendo contribuir na formação de valores para o clube gremista. Tive outras oportunidades como a de trabalhar com o Tite, no Caxias(RS) e com o Carlos Alberto Parreira. Com o Parreira, em 1992, fui convidado a acompanha-lo em um jogo eliminatório de Copa do Mundo em Montevidéu(Uruguai).

Artilheiro Você trabalhou com jogadores que hoje brilham dentro e fora do Brasil ?

- Armando Desessards:
Sim. O próprio zagueiro Gaúcho, que hoje defende o Fortaleza, foi por muito tempo meu jogador. Outros nomes como o atacante Ronaldinho Gaúcho, Márcio, Rodrigo Trombeta, Tinga, Carlos Alberto, Gavião, Rodrigo Graw, Shaid, Cláudio Pitbull entre outros. Certamente estou cometendo uma injustiça, pois eram muitos os bons jogadores que tínhamos naquele tempo.

Artilheiro Um dos mais trágicos acidentes envolvendo um time de futebol no Brasil, você estava envolvido. Como foi a recuperação ?

- Armando Desessards:
Estava sim. O acidente aconteceu em Pelotas(RS), quando o ônibus do time do Brasil de Pelotas acidentou-se provocando a morte de dois jogadores e um membro da comissão técnica e deixando várias pessoas lesionadas, inclusive eu. Passei 10 meses me recuperando e usando um colete de proteção da coluna cervical. O acidente ocorreu em 15/01/2009, e somente em novembro, que voltei a trabalhar.

Artilheiro O Ferroviário abriu as portas para você no Nordeste do País ?

- Armando Desessards:
Como era final de ano, as equipes do Rio Grande do Sul já estavam estruturadas e trabalhando, era esperar ou sair. Foi então, que surgiu o convite do Ferroviário, dando seguimento a uma meta minha, de vir treinar algum clube do Nordeste.

Artilheiro Você foi procurado pelo Fortaleza para ser o novo treinador do Tricolor de Aço ?

- Armando Desessards:
De forma oficial não chegou nada. Fiquei sabendo através de especulações, mas já me sinto muito honrado de ter o nome lembrado, principalmente por esse trabalho que foi feito aqui no Ferroviário. É um momento importante da nossa vida, eu vim para a cidade de Fortaleza com esse propósito, de mostrar o meu trabalho que já é conhecido no Sul do País e abrir novo espaço no mercado de trabalho.

Artilheiro O fator financeiro atrapalhou a formação e o rendimento da equipe Coral ?

- Armando Desessards:
As dificuldades foram uma máxima desde quando agente chegou, a começar pela formação da equipe em tempo recorde. Nós fomos contratados em 28/11/2009, para uma apresentação no dia 07/12. O grupo era pequeno e muito jovem. As dificuldades financeiras sempre estiveram presente, mas não interferiram no rendimento da equipe dentro de campo.

Artilheiro O técnico Desessards é um paizão ou um durão ?

- Armando Desessards:
Ambos. Quando necessário tem que ser paizão e numa outra necessidade tem que ser durão. O que eu sou sempre é concentrado em valores, acho que não se faz nada no futebol e na vida sem valores. Lealdade, comprometimento, honestidade, dignidade e honra. Num outro momento, é necessário a disciplina, mas não se trata de disciplina militar e sim, a disciplina tática nas questões de treinamento.

Toni Mota
tonyy_mota@hotmail.com

domingo, 28 de março de 2010

FILINTO HOLANDA

FILINTO HOLANDA
- Atualmente no HORIZONTE o treinador está se destacando com uma campanha invejável com 04 vitórias, 02 empates e 01 derrota em 07 jogos, no segundo turno.

CONFIRA A ENTREVISTA
No futebol cearense há quatro meses, Filinto Holanda perdeu uma partida apenas no campeonato cearense 2010.

Veio para o Guarany de Sobral no início da temporada, deixando o cacique do vale, de maneira invicta, após várias partidas.

Atualmente no Horizonte, o treinador está se destacando com uma campanha invejável com 04 vitórias, 02 empates e 01 derrota em 07 jogos, no segundo turno.

ART-Fala aí da sua trajetória no futebol brasileiro!
Filinto -
Iniciei minha no futebol goiano. Estive em várias equipes como: Anapolina, Crack, Santa Helena, Horizonte, Caldas e outras. Em 1997 fui para o futebol candango onde conquistei o título do campeonato do Distrito Federal pelo Gama.
Em 1998 retornei ao futebol goiano, para o Caldas, onde conquistei o acesso à primeira divisão, sendo escolhido o melhor treinador da temporada.Continuei pelo futebol goiano por várias temporadas e em 2007 fui treinar o Guará-DF, permanecendo até 2008, indo para o Votoratti-SP, em 2008. Em 2009 fui convidado para treinar o
ASK. Ternitz, clube do futebol da Aústria, onde tive a oportunidade de enfrentar várias seleções, como: Seleção da Bósnia, Seleção da Eslovênia e clubes do futebol árabe.Agora estou aqui no futebol cearense.

ART- Essa experiência no futebol do exterior lhe trouxe algo positivo?
Filinto -
Sim. Treinar clubes de outros países sempre traz novas experiências. Vivenciamos novas culturas e comportamentos diferentes. Procuro aplicar tudo isso nos clubes por onde passo.

ART – Sua maneira e filosofia de trabalho!
Filinto –
Gosto sempre de ouvir, escutar os atletas e as pessoas envolvidas do ambiente de trabalho. No ambiente do futebol sempre levo sempre comigo uma frase: “Vim para dividir”! Dividir as experiências ganhas no mundo do futebol.

ART- Você foi jogador de futebol? Onde atuou e começou?
Filinto –
Fui. Iniciei a carreira de jogador de futebol, no Fortaleza, em 1978, com o amigo Jurandir Branco.
Joguei no Ceará em 81/82, Guarany de Sobral, América, Calouros do Ar, Desportiva-MG, estive no futebol português e encerrei no São Luis de Montes Bello-GO, onde iniciei minha carreira como treinador.

ART – Como treinador você já passou por uma experiência ou teve contato com algum técnico de nome no futebol brasileiro?
Filinto –
Estive por duas temporadas ao lado do técnico Luiz Felipe Scolari, no Palmeiras, onde aprendi bastante.
Também com o técnico Orlando Lelé, no Gama-DF, ganhei conhecimentos.

ART – Jogadores de nome no futebol brasileiro que trabalhou com você!
Filinto –
Muitos jogadores. Posso citar alguns como: Wellington Dias, ex-Brasiliense; Wilton Goiano, ex-Ceará; Finazzi, ex-Fortaleza; Vitor, ex-Goiás; dentre outros....

ART- Você esteve no Guarany de Sobral e agora no Horizonte! Qual melhor elenco em sua opinião?
Filinto –
O do Guarany é claro. O Guarany tem um grupo muito forte e com jogadores mais experientes.

ART – Você saiu do Guarany invicto! Você guarda alguma mágoa por ter saído de forma prematura?
Filinto –
De forma alguma! Fiz grandes amigos em Sobral e no Guarany. Foi o primeiro clube do futebol cearense que me deu oportunidade como treinador e espero retornar quem sabe um dia pra lá. Sou muito grato aos dirigentes do cacique do vale.

ART- Como você analisa o atual elenco do Horizonte! Dar pra chegar bem nessa reta final do segundo turno?
Filinto –
É um elenco de muita qualidade e também bastante jovem. Talvez o elenco mais jovem do campeonato. Claro que dar pra chegar e brigar com os demais pelo segundo turno. Meu grupo é bastante profissional e não tenho problemas extra-campo.

ART – Na sua visão quem é o favorito para conquistar o campeonato de 2010?
Filinto –
O Fortaleza leva vantagem por ter vencido o primeiro turno. É o favorito.
Porém o Ceará é um time grande e irá brigar para chegar à final.
O Guarany tem um elenco de qualidade e vai brigar muito.
O Horizonte briga por fora. É o time mais jovem do campeonato.

ART- Que você acha da estrutura do Horizonte?
Filinto –
Quando cheguei ao Horizonte fiquei impressionado com a estrutura do clube. Aqui não nos falta nada para o pleno desempenho das atividades. Alimentação, material de trabalho, concentração, enfim, poucos clubes no futebol brasileiro dão esta condição ao treinador e jogadores. Parece que estou no Horizonte há muito tempo pelo bom relacionamento e felicidade existente por aqui.

ART – Você falou que fez grandes amigos no futebol cearense! Cite alguns desses amigos.
Filinto –
Claro. Alberto Damasceno, Jurandir Branco, Loralbe Monteiro, Anacleto Pires, Júlio Abreu, e outros...

ART – Você se considera um treinador pé quente?
Filinto –
Sim! Nunca perdi uma partida estreando como treinador em uma equipe no inicio de competição.

ART – Pra finalizar você acha que a seleção brasileira tem boas chances de conquistar o mundial da África do Sul ou precisa melhorar?
Filinto –
A seleção brasileira sempre será favorita em qualquer mundial. Nosso futebol ainda é e sempre será o melhor futebol do planeta e tem tudo pra conquistar o hexa.

Artilheiro
Everaldo Baima

domingo, 27 de dezembro de 2009

MIRANDINHA Presidente?

MIRANDINHA, satisfeito na Arábia Saudita

Mirandinha teve um ano agitado.
- De auxiliar-técnico, passou a treinador do Fortaleza.
- Meio desacreditado, foi campeão estadual.

Na Série B, durou pouco e foi demitido ainda no primeiro mês de competição. Agora, voltou a trabalhar. E bem longe do Pici. Há três meses ele comanda o Al Hajer Club, da Arábia Saudita. De lá, em conversa com O POVO, o ex-jogador lamentou a situação do time de coração e confessou que um dia pretende ser presidente do Tricolor.

Quero me preparar para ser presidente do Fortaleza. É duro ver o seu clube do coração assim“, comentou. “Daqui uns dois ou três anos, quando eu voltar e estiver mais tranquilo, vou poder me dedicar sem atropelos. Vou fazer um curso de gerenciamento esportivo“, explicou Mirandinha, que pela quinta vez treina um time na Arábia Saudita.

A saga do ex-jogador pelo país começou em 1996. De lá para cá, Mirandinha ganhou o respeito de dirigentes e jogadores. A relação com os árabes é tão boa que superou até dívidas. “Em 2003, recebi um convite para voltar para o Hajer. Dessa vez não fui muito feliz. Peguei um presidente louco, que não pagava. Fique dez meses e só recebi cinco. Os outros cinco recebi dois anos depois“, lembra.

Depois disso, Mirandinha não esperava voltar para a Arábia Saudita. Porém, no meio do Campeonato Cearense, ele recebeu um novo convite. “Na oportunidade não contei para ninguém. Tudo que eu queria era continuar no Brasil e seguir a boa campanha que estava fazendo no Fortaleza“, afirmou. Só que meses depois ele acabou demitido do cargo. Foi a deixa para arrumar as malas novamente.

A adaptação no país não é mais nenhum problema. Pelo contrário. “A vida aqui é muito tranquila. Não tem vida noturna, bebida alcoólica e muito menos noitadas. De vez em quando saímos com os árabes para comer carneiro no buraco, um prato típico da Arábia“, conta.

Mirandinha vai levar a família em breve. Por equanto, as companhias são um auxiliar-técnico, um preparador de goleiros e um massagista. A missão do grupo é ajudar o Hajer a chegar à elite do futebol local. A equipe atualmente está na Division-1, equivalente à Série B do Brasileiro.

E-Mais

- O Al-Hajer Club joga no Prince Abdullah bin Jalawi.

- A Division-1 tem 14 clubes. Dois são rebaixados e dois sobem.

- Além dessa competição, o Hajer disputa a Copa da Federação, algo parecido com a Copa do Brasil.

- Mirandinha mora na cidade de Al-Hassa.

- O treinador tem o sonho de comandar um grande clube de futebol e, de lá, ser lembrado para uma seleção.

* Fonte: O Povo

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

TALENTOS ARACATIENSES

* ARACATIENSES DE SUCESSO, Isto é COMPETÊNCIA

* Foto: JUSSIÊ CUNHA FILHO e ANTERO NETO.

Os irmãos aracatienses, ANTERO NETO e JUSSIÊ CUNHA FILHO, foram contratados há pouco tempo pelo Sistema Verdes Mares de Comunicação e TV Diário, respectivamente, estão muito felizes no desenvolvimento dos seus trabalhos neste meio de comunicação, um dos melhores do país.

* KAYO CÉZAR (Foto) outro talento aracatiense, também contratado no mesmo período dos irmãos, faz sucesso na TV Diário, com suas reportagens, narrações e apresentando programas esportivos.

Enquanto ANTERO NETO e KAYO CÉZAR dão show com suas narrações e apresentando programas esportivos no SVMC (Sistema Verdes Mares de Comunicação), Globo, etc, e TV Diário, respectivamente, o JUSSIÊ CUNHA FILHO, pelo grande desempenho dentro do sistema, com suas reportagens, comentários e apresentação em diversos programas, foi promovido a DIRETOR GERAL de Esportes da TV Diário.


* ISTO, CHAMA-SE “COMPETENCIA”.

* Parabéns aos TALENTOS ARACATIENSES...
. Antero Neto (Narrador e Apresentador - SVMC, Globo, etc)
. Kayo Cezar (Narrador e Apresentador - TV Diário)
. Jussiê Cunha Filho (Comentarista, Apresentador e Diretor Geral - TV Diário)

LG (05/11/2009)

terça-feira, 3 de novembro de 2009

MISSA DO TONTON

* MISSA DE SÉTIMO DIA DO TONTON

* TONTON (Foto), quando defendia a equipe do Horizonte. Atualmente estava emprestado ao Pacajuense de Pacajús na 3a Divisão Cearense.

A missa em homenagem ao ex-jogador TONTON acontece nesta quarta-feira

A Missa de Sétimo Dia do Tonton, ex-jogador de futebol, falecido na última quinta-feira acontecerá nesta quarta, dia 04, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição, no município de Guanacés, região metropolitana de Fortaleza. A celebração em homenagem a TONTON, vítima fatal de um acidente de carro, tem início às 19 horas.

LG (03/11/2009)