PERSONALIDADES DO ESPORTE

sexta-feira, 1 de abril de 2011

CENTENÁRIO DO GUARANI/Campinas/SP!!!

01/04/2011: Portal lista os maiores ídolos da história bugrinaGrandes craques vestiram a camisa do Guarani ao longo dos seus 100 anos de história

Centenário do Guarani/Campinas, SP, 01/04, Comemorados no dia 02/04 para fugir do Dia da Mentira

- Ao longo dos 100 anos de história
, vários grandes jogadores vestiram a camisa do Guarani. Por isso, seria impossível listar todos aqueles que se tornaram ídolo do Bugre, sobretudo nas primeiras décadas do século XX. Assim, o Portal lista alguns dos principais ídolos das últimas três décadas.

A década de 70 é considerada a mais vitoriosa da história do clube, uma vez que foi nela que o Guarani conquistou o principal título de sua história, o Campeonato Brasileiro de 1978. Daquele time, todos os titulares se tornaram ídolos da torcida, mas alguns deles tiveram uma maior identificação com a torcida, como Neneca, Zenon, Careca e Renato.

ZENON (Foto)

- Natural de Tubarão-SC, Zenon chegou ao Guarani em 1976 de forma discreta, vindo do Avaí. O ex-meia é considerado um dois maiores camisas 10 do time campineiro, e chegou a ser convocado para a seleção brasileira em 78. Zenon deixou o Guarani em 1980 para defender o Al Ahli, da Arábia Saudita, e voltou ao Bugre em 1988, depois de ter jogado no Atlético-MG, Portuguesa e Corinthians. Encerrou a carreira em 1992 no São Bento de Sorocaba.

NENECA
- Hélio Miguel, o Neneca, foi fundamental para a conquista do título de 78. Foi a partir de um lançamento do ex-goleiro que Careca marcou o gol do título no segundo jogo da final, contra o Palmeiras. Além do Bugre, ele defendeu também Náutico, Londrina, Bragantino e Fluminense-BA, encerrando a carreira no Votuporanguense.

CARECA
- Sem dúvida o principal nome da conquista bugrina foi o atacante Careca, que na época tinha somente 17 anos. Autor de gols decisivos, inclusive nas duas partidas finais, ele foi um dos maiores camisas 9 que o futebol brasileiro já produziu. Depois de deixar o Bugre, foi para o São Paulo, onde manchou sua história no time de Campinas ao marcar o gol que deu o título brasileiro ao Tricolor em 86, na decisão contra o Guarani. Vestiu ainda as camisas de Napoli, Kashiwa Reysol-JAP e Santos, e brilhou com a seleção brasileira.

RENATO
- Outro que foi fundamental na conquista do título nacional foi o meia Renato. Jogador de grande habilidade e visão de jogo, formou uma parceria de sucesso com Zenon. Assim como Careca, se transferiu para o São Paulo no início da década de 80, e atuou também no Botafogo-RJ, Yokohama e Kashiwa Reysol, do Japão, Ponte Preta e Taubaté.

NETO (Foto)
- Maestro do time vice-campeão paulista em 1988, o talentoso meia Neto foi um dos últimos grandes meio-campistas que vestiram a camisa do Guarani. Revelado nas categorias de base do Bugre, fez um gol antológico de bicicleta em plena final de Paulistão, contra o Corinthians, onde posteriormente viria a ser ídolo. Defendeu ainda Bangu, São Paulo, Palmeiras, Santos, Atlético-MG, Matsubara, Araçatuba, Osan-SP, Paulista e Millonarios, da Colômbia.

Ricardo Rocha
- Na década seguinte o Guarani manteve a boa fase e conquistou resultados expressivos, como os vice-campeonatos brasileiro em 1986 e 1987 e o vice paulista em 1988. Nessas conquistas, um dos principais destaques foi o zagueiro Ricardo Rocha. Ele chegou ao Bugre sem muito alarde em 1985, vindo do Santa Cruz. Mas com um futebol técnico e de muita qualidade, se tornou um dos principais defensores do futebol brasileiro, chegando até a Seleção. Defendeu ainda Sporting-POR, São Paulo, Real Madrid-ESP, Santos, Vasco, Fluminense, Newell´s Old Boys-ARG e Flamengo.

AMOROSO (Foto)
- O meia-atacante Amoroso foi o último grande ídolo do Guarani, que sofre com a carência de grandes jogadores nos últimos anos. Revelado nas categorias de base do time campineiro, comandou a equipe na boa campanha no Campeonato Brasileiro de 94, onde sagrou-se artilheiro com 19 gols. Não tivesse se machucado, o Bugre poderia ter conquistado o bicampeonato nacional. Após deixar o time campineiro, atuou no Flamengo, Udinese-ITA, Verdy Kawasaki-JAP, Parma-ITA, Borussia Dortmund-ALE, Málaga-ESP, São Paulo, Milan-ITA, Grêmio e Corinthians.

CARLOS ALBERTO SILVA
- O Guarani é um dos poucos clubes que tem como um dos maiores ídolos um treinador. Comandante do time no título de 78, Carlos Alberto Silva está eternizado no coração da torcida bugrina. Depois da conquista com o Bugre, tornou-se um dos treinadores de sucesso do país, e chegou até a comandar a Seleção Brasileira, entre 87 e 88. Brilhou também na Europa, onde dirigiu La Coruña-ESP e Porto-POR, e em grandes clubes brasileiros, como São Paulo, Atlético-MG, Cruzeiro, Palmeiras, Corinthians, entre outros.

Muitos outros grandes jogadores que se tornaram ídolos merecem ser lembrados:
- Amaral, Júlio César, João Paulo, Evair, Luizão, Djalminha, Gomes, Zé Carlos, Bozó, Capitão, Edson, Mauro, Miranda, Marco Antonio Boiadeiro, Sérgio Néri, Catatau, entre muitos outros.

PORTAL

domingo, 27 de março de 2011

ROGÉRIO CENI É CEM (100º)!!!

Domingo, 27 de março de 2011. Arena Barueri, 17h09m. Data, local e horário que jamais serão esquecidos pela torcida do São Paulo.

A falta, cobrada com maestria, na entrada da área, pelo lado esquerdo, entrou no ângulo direito da meta de Julio Cesar, que voou apenas para aparecer na imagem.

Nesse exato momento, Rogério Ceni escreveu mais um capítulo de sucesso na sua incrível carreira. Após 20 anos, 965 partidas disputadas e 15 títulos conquistados, o camisa 1 do time do Morumbi chegou ao seu centésimo gol. E, para tornar esse feito ainda mais especial, foi também o dia em que o São Paulo venceu o Corinthians por 2 a 1 e quebrou um incômodo jejum de quatro anos sem vitória sobre o rival.

Além da quebra da invencibilidade, o resultado pôs o Tricolor na vice-liderança do Campeonato Paulista, com 34 pontos, um a menos que o Palmeiras, que no sábado fez a lição de casa ao bater o Bragantino. O Timão tem a mesma pontuação da equipe do Morumbi, mas caiu para a terceira colocação por ter uma vitória a menos. Pelo estadual, os dois times voltarão a jogar no final de semana. No domingo, o São Paulo receberá o Mirassol no Morumbi. No mesmo dia, a equipe de Parque São Jorge irá a Ribeirão Preto para enfrentar o Botafogo.

Que pontaria, Dagoberto!

Toda a rivalidade que cerca são-paulinos e corintianos nos últimos anos foi demonstrada no primeiro tempo do clássico. O bom futebol deu lugar ao nervosismo, a um excessivo número de passes errados e a algumas faltas mais violentas. Faltou futebol. O Timão foi discretamente melhor no controle do jogo, mas Dagoberto, artilheiro da equipe em 2011, deu a vantagem ao Tricolor com um chute certeiro nos minutos finais.

Paulo César Carpegiani surpreendeu ao sacar Marlos para a entrada de Rodrigo Souto. O São Paulo ganhou um homem a mais na marcação, porém, perdeu força ofensiva. O Corinthians agradeceu. Até os dez minutos, só o Timão jogou, sobretudo pelo lado direito, com Alessandro e Dentinho. A única chance, contudo, não foi aproveitada por Morais, que carimbou a zaga na área depois de falha de Miranda.

Aos poucos, o São Paulo conseguiu equilibrar a partida e cresceu. Junior Cesar e Carlinhos Paraíba eram as principais opções pela esquerda. Com Rivaldo no banco, o time sentiu falta de um meio de campo mais criativo. Ilsinho, aberto pelo lado direito, pouco fez para abrir espaços. O time só chegou ao gol de Julio Cesar em chutes de fora da área de Jean, Dagoberto e Fernandinho, todos sem muita direção.

Quando a pontaria melhorou, o São Paulo abriu o placar, aos 39 minutos. Dagoberto recebeu a bola pelo lado esquerdo do ataque, já próximo à área, e soltou a bomba. Julio Cesar voou, mas não conseguiu evitar que ela entrasse no canto esquerdo. Explosão tricolor nas arquibancadas da Arena Barueri, O Corinthians ainda quase empatou na etapa inicial, aos 46, com Dentinho cabeceando para fora um cruzamento de Fábio Santos.

Ceni é 100!

Rogério Ceni (Foto) celebra marca histórica na carreira: são 100 gols do goleiro-artilheiro

O Corinthians voltou para o segundo tempo tentando pressionar o São Paulo novamente. O empate quase veio aos dois minutos. Após cruzamento da esquerda, Jorge Henrique dividiu com Alex Silva, e Rogério Ceni fez linda defesa, espalmando para escanteio.

Mas o clássico ainda reservava um momento especial. Mais que isso, histórico para os são-paulinos. Fernandinho foi derrubado perto da área por Ralf. No mesmo instante em que o árbitro assinalou falta, a torcida tricolor já celebrava como um gol. Aos oito minutos, Rogério Ceni, ídolo maior do clube, ajeitou a bola e cobrou com perfeição, no ângulo direito, impossível para Julio Cesar pegar. Foi o centésimo gol dele na carreira, justamente como a torcida queria: diante do maior rival nos últimos anos.

Na comemoração, Ceni tirou o uniforme e correu até a linha de fundo. Todos os jogadores acompanharam e abraçaram o capitão. Enquanto isso, uma bateria de fogos foi disparada por quase dez minutos. No placar eletrônico, mais homenagens ao maior goleiro-artilheiro da história do futebol mundial.

A Arena Barueri se transformou numa festa completa para os são-paulinos. O Corinthians foi para cima. A reação ficou mais complicada quando Alessandro cometeu falta violenta sobre Dagoberto e foi expulso. Mesmo assim, os alvinegros descontaram, aos 22, com Dentinho chutando rasteiro no canto direito de Ceni.

Para ajudar o Timão a ganhar mais confiança, Dagoberto fez falta no ataque e recebeu o cartão vermelho. Entretanto, aos 28, Dentinho tratou de ajudar o rival. Ele deu um pisão em Rodrigo Souto e também disse adeus ao duelo (assista no vídeo às três expulsões). Na saída de campo, o jogador provocou torcedores do São Paulo, que arremessaram garrafas, calçados e até uma bomba para o gramado.

Com um a menos novamente, o Corinthians se lançou ao ataque e abriu espaços na defesa. Marlos desperdiçou diversos contra-ataques que poderiam fechar o jogo. Nos minutos finais, o Timão foi todo pressão. Liedson teve uma chance, mas parou em ótima defesa de Rogério Ceni. O domingo era dele. A festa tricolor estava apenas começando!

FICHA TÉCNICA
Estádio: Arena Barueri.
Data: 27/03/2011.

SÃO PAULO 2 X 1 CORINTHIANS
Gols:
"Dagoberto, aos 39 minutos do primeiro tempo. Rogério Ceni, aos 8 (GOL DE Nº 100), e Dentinho, aos 22 minutos do segundo tempo".

SÃO PAULO: Rogério Ceni; Rhodolfo, Alex Silva e Miranda; Ilsinho (Marlos), Jean, Carlinhos Paraíba, Rodrigo Souto (Casemiro) e Junior Cesar; Dagoberto e Fernandinho (Rivaldo).
- Técnico: Paulo César Carpegiani.

CORINTHIANS: Julio César; Alessandro, Chicão, Leandro Castán e Fábio Santos (Danilo); Ralf, Paulinho, Morais (Ramirez) e Jorge Henrique (Willian); Dentinho e Liedson.
- Técnico: Tite

Árbitro: Guilherme Ceretta de Lima.
Auxiliares: Celso Barbosa de Oliveira e Carlos Alberto Funari.
Cartões amarelos: Dagoberto, Rhodolfo, Junior César, Ilsinho e Rogério Ceni (São Paulo). Jorge Henrique (Corinthians).
Cartão vermelho: Alessandro e Dentinho (Corinthians) e Dagoberto (São Paulo).

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

DESPEDIDAS DO RONALDO FENÔMENO!!!

Ronaldo chora no adeus ao futebol - Ronaldo diz que vai investir agora na vida de empresário

Eleito três vezes o melhor jogador do mundo, Ronaldo, 34, confirmou a aposentadoria nesta segunda-feira. O anúncio oficial aconteceu no início da tarde desta segunda-feira, no Centro de Treinamento do Corinthians, mas segundo o agora ex-atacante a decisão foi tomada na última quinta-feira.

Ronaldo aproveitou para falar que há quatro anos tem uma doença que prejudica a sua briga com a balança, o hipotiroidismo.

No hipotireoidismo, distúrbio que diminui a produção de hormônios, a glândula tireoide funciona em um ritmo abaixo do normal
, comprometendo as funções orgânicas e o metabolismo. Assim, entre os principais sintomas está o ganho de peso, além do ressecamento da pele, fadiga e depressão. O problema é irreversível, mas pode ser tratado com reposição hormonal específica.

"Não consigo falar nada", começou o atacante durante a entrevista, entre os filhos Ronald e Alex, e o presidente corintiano, Andres Sanchez. "Estou encerrando a minha carreira como jogador profissional e dizer que esta carreira foi linda, maravilhosa, emocionante. Tive muitas derrotas, muitas vitórias, fiz muitos amigos e não lembro de ter feitos inimigos", disse.

"Antecipo o fim da minha carreira por alguns motivos importantes. Todos sabem do meu histórico de lesões, tenho tido nos últimos dois anos uma sequência muito grande de lesões que vão de uma perna para a outra, de um músculo para outro. Estas dores me fizeram antecipar o fim da minha carreira", disse, lembrando que ele tinha um contrato com o Corinthians até o final deste ano.

Ronaldo chega ao CT Joaquim Grava para se despedir

"Há quatro anos, no Milan, descobri que tinha um distúrbio, que se chama hipotiroidismo, que desacelera o seu metabolismo e que para controlar eu tenho que tomar hormônios no qual não é permitido. Mas não guardo mágoa com quem fez chacotas com meu peso",
disse.

Depois de cinco minutos falando sozinho, Ronaldo não se conteve e chorou. Agradeceu a patrocinadores, familiares, e a torcida do Corinthians.

"Eu nunca vi uma torcida tão empolgante, tão apaixonada... Está certo que algumas vezes esta cobrança por resultados faz esta torcida um pouco agressiva, um pouco fora do controle...", afirmou.

Ronaldo lamentou o fato de não ter conquistado a Taça Libertadores e diz que a decisão de se aposentar aconteceu na última quinta-feira. "Estava sozinho em casa e vi que não estava mais suportando as dores", disse.

JOGO DE ADEUS


O agora ex-atacante disse que vai investir o seu tempo profissional na agência de marketing e que pensa em criar uma fundação.
"Vou me dedicar a minha agência", afirmou o jogador.
"Mas não sei o que vai ser daqui para a frente. Mas, enfim, deu a hora", completou.

Questionado durante a entrevista coletiva sobre realizar algum jogo-despedida, a exemplo do que ex-jogadores como Pelé e Romário fizeram, o camisa 9 declarou: "Ainda não pensei. Em junho, julho, vou tentar reunir alguns amigos que jogaram comigo para fazer uma partida, uma festa de despedida. Vamos ver. Vou avisar a vocês [imprensa]."

A CARREIRA

Ronaldo encerra a carreira 18 anos após iniciar sua trajetória no futebol profissional.
Ele começou no Cruzeiro, quando disputou o Campeonato Brasileiro em 1993. Na época, marcou cinco gols na vitória do time mineiro sobre o Bahia por 6 a 0, pelo Campeonato Brasileiro.

No ano seguinte, o atacante foi convocado pelo técnico Carlos Alberto Parreira para a disputa da Copa do Mundo.
Apesar de fazer parte do grupo, o jogador sequer entrou em campo durante a competição que levou o Brasil ao tetracampeonato.

Logo após o Mundial dos Estados Unidos, Ronaldo
se transferiu para o PSV Eindhoven-HOL por US$ 6 milhões (o que corresponde hoje a R$ 10 milhões). Ele permaneceu no time holandês até 1996, quando foi negociado com o Barcelona. Na época, a equipe espanhola pagou US$ 20 milhões (aproximadamente R$ 33 milhões hoje) para ficar com o jogador.

Antes da transferência, Ronaldo foi obrigado a passar por uma raspagem na cartilhagem do joelho direito. No time catalão, Ronaldo marcou um dos gols mais bonitos da sua carreira, quando driblou quase meio time do Compostela. No mesmo ano, foi eleito o melhor jogador do mundo.

Em 1997, Ronaldo se transfere para a Inter de Milão
, que paga a bagatela de US$ 36 milhões (R$ 60 milhões). Na equipe italiana ganhou o apelido de Fenômeno e ainda conquistou pela segunda vez consecutiva o prêmio de melhor jogador do mundo.

No ano seguinte, o Fenômeno ajuda levar a seleção para a final da Copa do Mundo contra a França. No entanto, momentos antes da partida, sofre uma convulsão no hotel onde a equipe estava concentrada. Mesmo assim, disputa a decisão, mas tem uma atuação apagada na derrota por 3 a 0.

No ano seguinte, Ronaldo rompe parte do tendão patelar do joelho direito em jogo contra o Lecce, pelo Campeonato Italiano,
e fica cinco meses afastado dos gramados.

Na sua volta ao time, o Fenômeno sofre nova lesão em uma partida contra a Lazio. Ele tenta driblar o adversário, mas sofre rompimento total do tendão patelar do joelho direito.

Ronaldo retorna aos gramados no final de novembro de 2001. Mesmo não mostrando o futebol que o consagrou, o técnico Luiz Felipe Scolari apostou no jogador e o convocou para a Copa do Mundo-2002. Ele foi o artilheiro da competição e ajudou o Brasil faturar o pentacampeonato.

No mesmo ano, se transfere para o Real Madrid e é eleito pela terceira vez o melhor jogador do mundo.

Ele fica no Real Madrid até 2007,
quando retorna ao futebol italiano para defender o Milan. Antes da transferência, o jogador naufraga com a seleção brasileira na Copa do Mundo-2006. No entanto, chega a marca de 15 gols e se torna o maior artilheiro da história dos mundiais.

No Milan, Ronaldo voltou a sofrer com as contusões. Em 2008,
teve rompimento total do tendão patelar do joelho esquerdo.

Após a lesão, o Fenômeno ficou 13 meses em recuperação e não teve seu contrato renovado com a equipe italiana.

Com isso, passou a treinar no Flamengo, seu clube de coração. No entanto, em dezembro de 2008, é anunciado como reforço do Corinthians, onde sagra-se campeão do Campeonato Paulista e da Copa do Brasil no ano seguinte.

No entanto, não consegue levar o clube ao tão sonhado título da Taça Libertadores da América. Em 2010, parou no Flamengo. Neste ano, foi eliminado pelo Tolima na pré-Libertadores, o que gerou revolta da torcida corintiana contra o jogador.

Além da Libertadores, Ronaldo não conseguiu ser campeão do Campeonato Brasileiro e da Copa dos Campeões em sua carreira, que foi encerrada oficialmente nesta segunda-feira.

Folha

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

HISTÓRIA DE ZAGALLO NO TRI EM 1970!!!

Histórias de ZAGALLO: o tri em 1970.
- Brasil fez no México, com talento e preparo físico, uma verdadeira revolução tática.

O tricampeonato em 1970, no México, começou a ser forjado com a dura lição aprendida na Copa do Mundo de 1966 na Inglaterra. A eliminação prematura na fase inicial deixou evidente que, se o time não rendeu o esperado no aspecto técnico, fisicamente ficou muito abaixo do padrão exibido pelas seleções européias, que melhor preparadas passaram a jogar pela primeira vez um futebol de ocupação de espaços.

Houve então, para a Copa de 1970, um planejamento inédito em termos de Seleção Brasileira. Depois de se classificar invicta nas Eliminatórias, a equipe treinou durante cerca de três meses, o que incluiu um período de aclimatação à altitude do México, e por isso conquistou com talento mas também com excelente condicionamento físico o tricampeonato mundial.

Nas Eliminatórias, disputada em 1969, a Seleção Brasileira foi dirigida por João Saldanha, que montou um grande time e fez campanha inquestionável: foram seis jogos, seis vitórias, 23 gols marcados e apenas dois sofridos.

No início de 1970
, porém, depois de resultados ruins em amistosos e jogos-treinos, João Saldanha deu lugar a Zagallo, então um treinador que despontara com um trabalho no Botafogo que deu ao clube o bicampeonato carioca de 67/68.

Zagallo assumiu, fez algumas convocações, entre elas as de Dario e Roberto, centroavantes típicos, e foi mudando aos poucos a escalação mas especialmente a forma de jogar da Seleção.

- O time do Saldanha jogava praticamente no 4-2-4. Com esse esquema, na minha opinião, dificilmente o Brasil conquistaria o tricampeonato.

Zagallo passou a adotar o 4-3-3
, posto em prática no primeiro amistoso que dirigiu, na vitória de 5 a 0 sobre o Chile, com Paulo César Lima escalado como ponta-esquerda recuado. Roberto Miranda, do Botafogo, era o centroavante e Tostão, titular com Saldanha, passou a ser reserva de Pelé.

Depois de mais dois amistosos
, no entanto - vitórias sobre Chile e empates diante de Paraguai e Bulgária - Zagallo fez no jogo de despedida do Brasil antes da viagem para o México, contra a Áustria, as mudanças quase definitivas na equipe: passou Piazza para a zaga, pôs Rivellino no time e escalou Tostão como centroavante.

O início da mudança tática: um time que atacava e defendia em bloco

No dia 20 de abril de 1970, no Maracanã, o Brasil venceu a Áustria por 1 a 0 - gol de Rivellino - com a seguinte escalação: Felix, Carlos Alberto, Brito, Wilson Piazza e Marco Antônio; Clodoaldo e Gérson; Rogério (Jairzinho), Tostão (Dario), Pelé e Rivellino.

Perguntei ao Tostão
se ele teria condições de jogar na frente, como se fosse um pivô, e ele disse que não teria problema algum. Jogador brilhante que era e com a sua inteligência acabou tendo uma participação fundamental dentro do esquema jogando naquela função.

O time que venceu a Áustria, com Jarzinho e Everaldo como titulares, foi o que conquistou o tricampeonato no México e empolgou o mundo com uma rara demonstração de talento no futebol.

Mas foi também, e isso se impõe como uma questão de justiça, a Seleção Brasileira que implantou uma verdadeira revolução tática, com um futebol de ocupação de espaços, quatro anos antes do futebol total da Holanda.

O time atacava em bloco, com a liberação dos laterais, principalmente Carlos Alberto, e dos jogadores de meio-campo, Clodoaldo e Gérson, que se juntavam a Jairzinho, Pelé, Tostão e Rivellino nos lances de frente.

- Quando perdia a bola, o time também se recompunha em bloco para iniciar a marcação - diz Zagallo.

Zagallo lembra que isso só foi possível graças ao talento incomparável do jogador brasileiro e ao mês de treinamento que a Seleção realizou no México antes do jogo de estréia no dia 3 de junho de 1970 contra a Tchecoslováquia.

- Aquela Seleção jogou já em 1970 o futebol de ocupação de espaços que todos os técnicos do mundo tentam até hoje implantar. Por isso, com a determinação tática aliada à qualidade do jogador brasileiro, é considerada por muitos a melhor Seleção de todos os tempos. E eu tenho orgulho de ter sido o seu treinador.


DESTAQUES DAA COPA DE 1970.
- Veja curiosidades de todas as copas.

Marca inédita
- Zagallo foi o primeiro treinador a ser campeão mundial após conquistar o título como jogador.

Cartão
- México teve a estreia do cartão, que iria ajudar a TV a cores durante as partidas.

Homem-gol
Jairzinho marcou um gol em cada partida da Copa, até mesmo na final do Mundial.

"O Bombardeiro"
- Müller é o 2º maior artilheiro das Copas: com 10 gols em 70 e 4 no torneio seguinte

Ninguém tasca!
- Toda a linha de frente titular do Brasil jogava com a camisa 10 em seus clubes: Jairzinho, Gérson, Tostão, Pelé e Rivelino. Quando chegou a hora da inscrição dos números do time para a Copa, ninguém questionou a primazia dada a Pelé.

Patada atômica
- pós marcar o gol de empate na vitória do Brasil por 4 a 1 sobre a Tchecoslováquia, na estreia, em violenta cobrança de falta, o atacante Rivellino ganhou dos mexicanos um apelido, no mínimo, inusitado: Patada Atômica.

Mascote da polêmica
A mascote da Copa do México foi Juanito, um menino sorridente que aparecia com um sombrero e uma bola sob seu pé direito. Quem odiou a figura foram os mexicanos: "horrível, óbvio, de mau gosto, perigosamente folclórico e insultuoso".

Entra e sai
- A Copa de 1970 foi a primeira em que passaram a ser permitidas substituições durante as partidas - duas, no máximo. Até então, os 11 jogadores que entravam em campo ficavam até o fim, mesmo que se contundissem e não tivessem condições.

Primeiro eu!
- E a primeira alteração aconteceu no segundo tempo do jogo entre União Soviética e México, disputado em 31 de maio, com Puzach entrando no lugar de Serebrianikov.

Pé quente
- O primeiro reserva a marcar em um jogo de Copa do Mundo foi o mexicano Juan Basaguren, que fez o quarto e último dos anfitriões contra El Salvador, no dia 7 de junho.

Campeões da antipatia
- Os ingleses conseguiram ter a torcida local contra si em todos os seus jogos. Antes de viajarem para a Copa, disseram que levariam água da própria Inglaterra para não serem "contaminados" com alguma peste das águas mexicanas.

Escola
- Dos três preparadores físicos que viajaram com o Brasil na Copa de 1970, dois dirigiram a seleção em Mundiais futuros: Carlos Alberto Parreira e Claudio Coutinho. Somente Admildo Chirol não teve o privilégio.

Premiado
- O 1º cartão amarelo foi para o soviético Evgeny Lovchev, no empate por 0 a 0 com o México.

Clássico
- O Mundial disputado no México marcou a estreia do "clássico" modelo de bola com 32 gomos.

domingo, 12 de dezembro de 2010

RIVALDO, JOGADOR E PRESIDENTE!!!

Rivaldo: "Com marketing, seria o melhor do mundo três ou quatro vezes".
- Rivaldo dispara: "Poderia ter sido quatro vezes melhor do mundo".
- Em entrevista exclusiva, presidente e jogador do Mogi Mirim fala sobre sua carreira.
Rivaldo (Foto) gostaria de ter saído antes do Brasil para a Europa.

Campeão do Mundo, melhor jogador eleito pela Fifa, título brasileiro, espanhol, grego e até do Uzbequistão.
Todos estes troféus o meio de campo Rivaldo, de 38 anos, colecionou até aqui em sua carreira.

Em quase 20 anos correndo atrás da bola, o pernambucano da cidade de Paulista também ostentou uma timidez ímpar, capaz de sempre afastá-lo das câmeras e dos principais holofotes. E nada tira da cabeça de Rivaldo que ele poderia ter chegado mais longe, caso tivesse o marketing pessoal de outros concorrentes.

- Se eu tivesse saído mais jovem para a Europa e tivesse alguém me orientando, dizendo onde ir, onde dar entrevista, que marca usar, tenho certeza de que eu poderia ter sido o melhor do mundo três ou quatro vezes.

Aos poucos, ele está perdendo sua timidez.
Ou melhor, está permitindo que outras pessoas conheçam suas opiniões, seja em 140 caracteres, nos seus "posts" no Twitter, seja nas entrevistas em Mogi, como esta que o LANCENET! fez com o camisa 10, pentacampeão há oito anos no Japão.

No bate-papo de quase uma hora, Rivaldo deu suas opiniões como jogador e como presidente do Mogi Mirim, dupla função que ele assumiu até o fim do Paulistão-2011. Falou sobre Palmeiras, discordou de Felipão e garantiu que jogaria até no Barcelona de hoje, com Messi, Iniesta e cia.

Veja nas próximas linhas...

LANCE: Rivaldo, você está no twitter, defendeu um candidato a presidente durante as eleições e tem dado opiniões firmes sobre diversos assuntos. É um novo 'Rivaldo'?

RIVALDO:
Sou tímido, mas quando comecei minha carreira eu era muito quieto. E percebi ao longo dos anos que sempre sobra para o quieto. Você tem que dar a sua opinião e pronto. Se alguém discorda, você respeita, mas sempre fica com sua opinião.

L!: Com um pouco de marketing na carreira, onde você acha poderia ter chegado? Teria sido mais vezes o melhor do mundo?

R: Umas três ou quatro vezes.
Nota da redação: Rivaldo foi eleito o melhor jogador do mundo pela Fifa em 1999. E foi o terceiro em 2000.

L!: Por quê?

R: Porque confio na maneira como jogo. Se eu tivesse ido mais cedo para a Europa (ele foi para o La Coruña, em 1996, com 24 anos). Com pessoas ajudando, patrocínios aqui, ali, alguém falando para você ir na televisão na hora certa. 'Ah, você usa Mizuno, então muda para Nike ou
Adidas...' Não sei o que acontece por trás dessas coisas, por isso que eu poderia ter chegado lá. Mas prefiro do jeito que foi, porque sei que cheguei com meus próprios méritos.

L!: Sua melhor fase foi no Barcelona. Jogaria lá hoje?

R: Para ser sincero, jogaria com 38 anos nesse Barcelona de hoje. Neste time é fácil, porque quem corre é a bola, você não precisa correr. E fico um pouco triste por não ser a minha época, porque eu peguei um Barcelona e os caras diziam: 'Toca a bola para Rivaldo.' E olha que tinham bons jogadores como o Luís Henrique e Guardiola. E eles falavam: 'Rivaldo, quando apertar, a gente vai tocar para você decidir!' E no time de hoje o forte é o conjunto. Messi se destaca porque é o que faz mais lances individuais. Futebol é simples.

L!: Simples? Como assim?

R: No Brasil, os treinadores inventam muito, essa que é a verdade. Marcam treino de manhã e de tarde, concentração de vários dias... Nenhum jogador gosta de treinar em dois períodos, treina porque é obrigado. A Espanha é a atual campeã do mundo e não treina deste jeito, e os jogadores não se machucam. O Barcelona goleou o Real Madrid e os jogadores não concentraram. Por isso que eu acho que alguns treinadores brasileiros tiveram a carreira curta fora, porque quiseram levar esta cultura, em vez de se adequar aos costumes que têm na Europa.

L!: Qual sua opinião sobre os fracassos no Mundial da Seleção?

R: Copa do Mundo é complicado. Não existe aquele clima de 'já ganhou', como vai acontecer em 2014. É preciso ter o máximo de atenção durante os 90 minutos. Um exemplo disso foi esse jogo contra a Holanda. Em 2002 a gente respeitou todas as seleções e jogou concentrado o tempo todo, por isso que ganhamos os sete jogos. Eu me sinto um privilegiado por ter jogado duas Copas e ter chegado na final das duas, com oito gols feitos pelo Brasil.
Rivaldo foi o último camisa 10 da Seleção Brasileira a marcar um gol em Copa do Mundo (na vitória por 2 a 1 sobre a Inglaterra, nas quartas-de-final em 2002). Ronaldinho Gaúcho, em 2006, e Kaká, em 2010, usaram a 10 e passaram em branco.

L!: Há muito tempo que o brasileiro não vê o Rivaldo jogar. Como foi esse período no Uzbequistão?

R: Acho que o presidente do Bunyodkor me chamou para ampliar o futebol no país, porque quando eu cheguei não parecia futebol profissional:
campos com buracos, você tinha de pegar a roupa no chão... Eu conversava com a minha esposa pelo telefone e falava que minha vontade era a de ir embora, que eu não precisava daquilo. A estrutura lá só melhorou quando o presidente me deu carta branca para investir no clube. Compramos máquinas, arrumamos várias coisas e tenho certeza que lá está bem melhor hoje.

L!: Depois de voltar ao Brasil, foi uma surpresa você não ter ido ao Palmeiras. Por que não deu certo?

R: Não voltei porque não tive contato com ninguém, nem com a diretoria, nem com o Felipão.

L!: Ficou chateado com ele? Porque ninguém sabia da sua condição melhor que o Felipão, que era o seu treinador no Uzbequistão.

R: Não tem motivo para eu ficar chateado com ele. Você sabe que hoje em dia futebol é comércio. Tenho 38 anos e não sou um investimento para clube grande, ninguém vai fazer dinheiro comigo. Soube das coisas via imprensa, gosto muito do Palmeiras, tenho um carinho enorme pela torcida e seria legal na época se eu tivesse ido jogar pelo clube.

L!: Mas ainda tem esse sonho?

R: Fica difícil pela idade e é complicado jogar em um clube onde você é ídolo. Você não sabe o que vai acontecer, e se não for bem, não se pode
manchar uma história construída por causa deste retorno. Aí você vai mal, a torcida vaia, e eu não quero perder esse carinho que eu tenho da torcida do Palmeiras.

L!: O Palmeiras mudou muito desde sua saída. Você fica triste com os maus resultados da equipe?

R: O Palmeiras hoje tem bons jogadores, mas falta confiança, como naquela época. O Felipão é um grande treinador, mas o jogador precisa falar na imprensa, precisa se promover, fazer a sua vida profissional. Eu converso com alguns atletas e eles ficam chateados, eu sei. Jogador
se sente um pouco escravo com esta situação. Gosto do Felipão, mas discordo da atitude que ele teve.
Pouco depois que chegou ao Palmeiras, Felipão proibiu que os atletas dessem entrevistas dentro do gramado, no intervalo e após as partidas.

L!: Quando planeja se aposentar?

R: É complicado isso. Eu quando estava jogando no Barcelona eu pensava que jogaria mais um ou dois anos, e terminaria minha carreira com 32 ou 33 anos. Mas as coisas vão acontecendo, você joga e se sente bem, Deus está sempre me ajudando e eu não tive nenhuma lesão grave. Aí eu vou jogando, até porque jogar futebol é a coisa que eu mais gosto de fazer. Por isso, hoje eu nem penso em aposentadoria, quero agora jogar o Paulistão, para depois ver o que pode acontecer.

L!: Mas e depois? Existe a chance de você ser o presidente do Mogi Mirim e jogador de outro clube durante o Brasileirão, por exemplo?

R: Existe. Tudo depende do meu rendimento em campo e do interesse dos outros clubes, além daquela minha vontade de sair de Mogi. Estou feliz aqui, tranquilo, é bom estar próximo do clube, saber o que está acontecendo. Até pensei quando estava saindo do Uzbequistão em jogar em clube grande, mas pensei bem e quis ficar por aqui mesmo, ao lado dos atletas.

LANCE

sábado, 23 de outubro de 2010

BIOGRAFIA DO REI - PELÉ 70 ANOS!!!

Adjetivar PELÉ é desnecessário. Descrevê-lo, idem. O Rei do Futebol, o Atleta do Século, Edson Arantes do Nascimento, completa 70 anos neste sábado, dia 23 de outubro. Por isso, relembramos aqui momentos marcantas da carreira do Rei e faz uma homenagem ao melhor jogador de todos os tempos.

Confira detalhes da vida e da obra deste gênio.

BIOGRAFIA
Mineiro de Três Corações, cidade ao Sul de Minas Gerais,
a aproximadamente 290 quilômetros de Belo Horizonte, Edson Arantes do Nascimento nasceu no dia 21 de outubro de 1940 - como mostra sua Certidão de Nascimento localizada no cartório daquele município. Mas ele próprio e sua família consideram o aniversário dele como dia 23 de outubro. Então, por que vamos discordar?

Filho de João Ramos do Nascimento - o popular Dondinho, que também foi jogador de futebol - e de dona Celeste Arantes do Nascimento, Pelé mudou-se com a família para Bauru, no interior de São Paulo, em 1946. Menino levado, conta que era obrigado a ficar ajoelhado em grãos de feijão quando fazia malcriação na escola.

Dico, como era chamado pela família, começou a jogar futebol no time infanto-juvenil do Canto do Rio, depois pelo Sete de Setembro - criado por iniciativa de seu pai - e, finalmente, pelo Bauru Atlético Clube. Aos 15 anos, foi levado pelo ex-jogador Valdemar de Brito para treinar pelo Santos, onde brilhou e conquistou inúmeros títulos.

Na Seleção Brasileira, Pelé foi chamado ainda com 16 anos, dez meses depois de chegar ao Santos, e estreou em 1957 na derrota para a Argentina por 2 a 1, pela extinta Copa Rocca - foi dele o gol brasileiro. Fez 114 gols em 95 partidas pela Seleção, tendo conquistado as Copas de 1958, 1962 (onde se machucou na segunda partida) e 1970.

PELÉ e GARRINCHA (Foto) - Após os títulos pela Seleção e pelo Santos - foram 10 campeonatos paulistas, duas Libertadores e duas Copas Intercontinentais (atual Mundial de Clubes) - e do milésimo gol - marcado em 1969, no Maracanã, contra o Vasco -, Pelé aventurou-se pelo futebol americano, onde atuou pelo New York Cosmos entre 1975 e 1977, com o objetivo de difundir o futebol na terra da bola oval.

Depois de pendurar as chuteiras, a vida de Pelé não ficou menos movimentada. Antes mesmo de encerrar a carreira, se formou em Educação Física pela Universidade Metropolitana de Santos. Namorou a apresentadora de TV Xuxa. Foi ministro dos Esportes de 1995 a 1998, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Nessa função, aprovou mudanças na Lei Zico e a legislação, que passou a ser conhecida como Lei Pelé, foi criticada por muitos dirigentes e especialistas do desporto.

Pelé parou uma guerra na África, em 1969, gravou inúmeros comerciais de televisão, gravou vídeos em que tentava ensinar a arte de jogar futebol, jogou com camisas de outros clubes em amistosos e excursões - como Fluminense, Flamengo e Vasco -, recebeu o título de "Sir" da Ordem do Império Britânico, deu (ou melhor, esqueceu de dar) a bandeirada final no GP do Brasil de Fórmula 1, em 2002...

Deu nome ao principal estádio de Alagoas - o Rei Pelé -, inaugurado em 1970. Foi eleito pelo jornal francês "L'Équipe" o Atleta do Século, em 1981. A mesma honraria foi concedida pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), em 1999. Em eleição realizada em 2000 com ex-atletas, dirigentes e ex-técnicos, a Fifa o elegeu como o Melhor Jogador de Futebol do Século XX.

O APELIDO
- O jovem Edson Arantes do Nascimento era chamado de Dico pela família. O apelido Pelé
veio depois, numa história repleta de ironias. Assistindo ao jogo de seu pai em São Lourenço, cidade próxima a Três Corações, o menino de 5 anos ficava maravilhado com as defesas do goleiro Bilé, destaque nos jogos de futebol da região. Só que o garoto não conseguia pronunciar o nome do goleiro direito e gritava "Pilé, Pilé". A criançada ficava brincando com o garoto sobre a pronúncia errada e o começaram a chamar de Pelé. O apelido chateou o garoto, mas pegou e perdura até hoje.

LANCENET!

CADA VEZ MAIS "MITO"!!!

PARABÉNS AO "REI PELÉ - O ATLETA DO SÉCULO" - 70 ANOS DE IDADE!!!
- 23/10/2010: Mais do que conhecido como o maior gênio do Futebol Mundial, PELÉ chega aos 70 anos como uma marca indelével.


Quarta-feira, 20 de outubro de 2010, os professores de Educação Física Laércio e Walter se preparam para mais uma aula com os alunos do Ensino Fundamental 1 do Colégio Madre Alix, em São Paulo. Antes da corrida inicial dos alunos, uma pergunta para os garotos e meninas de até 6 anos de idade. "Quem conhece o PELÉ?" A resposta das crianças é rápida e decidida, como era característica do maior jogador de futebol de todos os tempos: "Eu, eu, eu". No ano de 2007, na entrega do prêmio da Fifa ao Melhor Jogador do Mundo, em Zurique, Suíça, o brasileiro Kaká, o argentino Messi e o português Cristiano Ronaldo disputavam o primeiro lugar na disputada eleição, mas quem chamou a atenção do seleto público foi Edson Arantes do Nascimento.

São dois exemplos da imortalidade de um personagem esportivo, que se transformou na maior marca pessoal que já existiu e que neste sábado completa 70 anos de vida. Sem chutar uma bola profissionalmente desde 1977, PELÉ permanece com credibilidade, respeito e admiração por parte do público, o que o torna alvo predileto dos mais diversos tipos de produtos para os quais negocia quantias milionárias e assim liga sua imagem a comerciais para todos os tipos de mídias pelo mundo. Um estudo dos autores ingleses Des Dearlove e Stuart Crainer, especialistas em poder das grifes, diz que a marca PELÉ poderia atingir US$ 1 bilhão, superando os astros Michael Jordan, Tiger Woods e Muhammad Ali.

Levantamento recente da revista Dinheiro aponta que, para se explorar a marca PELÉ nos próximos 20 anos, seriam necessários R$ 600 milhões, o que garantiria ao Rei do Futebol R$ 30 milhões anuais, o mesmo que Cristiano Ronaldo recebe para defender o Real Madrid. O salário do jogador português é o maior do futebol mundial na atualidade. Ibrahimovic, do Milan, Messi, do Barcelona, Samuel Eto´o, da Internazionale, e Kaká, do Real Madrid, na ordem, todos ficam atrás do eterno camisa 10 do Santos e da seleção brasileira.

Mas o que faz PELÉ ser diferente de outros grandes ídolos do futebol, que também já pararam e com o tempo perderam parte da aura que acumularam em suas carreiras? Muitos especialistas indicam que o maior "golaço" do Rei não foi nenhum dos 1.284 que estufaram as redes adversárias em duas décadas. Mas, sim, ter ido jogar nos Estados Unidos em 1975, para defender o Cosmos, de Nova York. Além dos salários de US$ 4,5 milhões por ano (excepcionais para a época) e a divulgação de um esporte com pouco interesse na terra do Tio Sam, PELÉ teve a oportunidade de conviver com grandes investidores dos EUA, que lhe abriram as portas para vantajosos contratos publicitários. Há tempos, PELÉ sonha com a aposentadoria. Mas parece que essa disputa ele não vai vencer nunca.

NASCE A LEGENDA
PELÉ
surgiu quando o garoto Edson, aos 4 anos, jogava bola com seus amigos. Na época, ele atuava no gol - talento que só seria reconhecido anos depois, como atleta profissional - e gritava a cada defesa: "segura Bilé, defende Bilé". Homenagem ao goleiro do Vasco de São Lourenço (MG), time que seu pai defendia antes de ser contratado pelo Bauru Atlético Clube. Como os companheiros não entendiam quem era "Bilé" passaram a chamá-lo de PELÉ, apelido que PELÉ de início detestou e acabou incentivando os colegas a seguirem com a gozação.

INIGUALÁVEL
O maior camisa 10
possuía habilidades múltiplas.

Uma pergunta eterna no meio esportivo é para se saber qual o melhor atleta em cada modalidade. No futebol, não é diferente. As discussões são eternas e jamais se chegará a um acordo. "Ninguém teve maior domínio de bola que Diego Maradona", apontam os argentinos. "O conhecimento tático de Johan Cruyff foi indiscutível", assinalam os holandeses. "Não existiu alguém que driblasse como Garrincha", atestam os botafoguenses. "Nenhum jogador teve a classe e categoria do francês Zinedine Zidane", reverenciam os franceses. "Zico foi o maior cobrador de faltas da história", anunciam os flamenguistas. Pois bem, cada grupo ressalta o que cada um de seus ídolos fez de melhor em sua carreira. Nessa briga de opiniões, os brasileiros, principalmente os torcedores do Santos, se sentem à vontade para destacar que o futebol de PELÉ foi inigualável. Isto porque o eterno camisa 10 conseguiu realizar todos os fundamentos sempre muito bem.

PELÉ sabia driblar curto, carregar a bola (sem olhar para ela) em uma velocidade quase sempre superior à de seus marcadores. Tocava a bola e finalizava a gol com a mesma precisão e potência com ambas as pernas. Tinha total controle sobre ela e seu passe, na maioria das vezes, deixava seus companheiros na cara do goleiro adversário. Como herança de seu pai, Dondinho, sabia cabecear de olhos abertos, para procurar o local mais longe do alcance dos goleiros. Tinha técnica para cobrar faltas e até se apresentava com totais condições para atuar no gol. Enfim, ele conseguiu reunir a habilidade para realizar todas as características que cada um dos gênios citados anteriormente conseguia fazer.

OS OUTROS APENAS APLAUDEM
Este dom
lhe proporcionou atingir marcas que se transformam a cada dia cada vez mais intransponíveis. PELÉ não foi o único a atingir a marca de 500 gols. Mas o detalhe é que tal feito foi atingido aos 21 anos e dez meses, enquanto Romário só foi alcançar aos 31 anos e Bebeto, aos 35. E mais. Em 1958, temporada em que completou 18 anos, apenas a sua segunda pelo time do Santos, PELÉ anotou 58 gols só no Campeonato Paulista.

ÍCONE
No futebol, a camisa 10
só se transformou o uniforme preferido dos craques a partir da Copa do Mundo de 1958.

GOLEIRO
"O Pelé era muito bom no gol.
Se tivesse se dedicado à posição poderia ter rivalizado com o Gylmar (dos Santos Neves, maior goleiro da história do futebol brasileiro)", disse Pepe, ponta-esquerda do time do Santos na década de 1960.

A MAIOR PARCERIA
Foi com Garrincha que PELÉ
obteve os resultados mais expressivos. Com os dois em campo, a Seleção Brasileira jamais perdeu. Em 40 jogos, foram 35 vitórias e 5 empates.

RECORDES
Em 21 anos de carreira (1956 a 1977), Pelé somou 59 conquistas e marcou 1.284 gols,
com uma média de 0,93 por jogo. Ele é o maior artilheiro em uma temporada - em 1959, com 127 gols. Pela Seleção, foram 115 jogos (92 oficiais), com 95 gols, e conquistou por 11 vezes a artilharia do Paulistão.

CONTRA O CEARÁ
Presidente Vargas foi palco do jogo mil de PELÉ.
Um jogador como PELÉ era atração em todo lugar do mundo
. E no estado do Ceará não foi diferente. O "atleta do século" desfilou toda sua elegância nos gramados cearenses, em confrontos com Ceará, Fortaleza e Ferroviário, no Presidente Vargas.

E um confronto em especial marcou o futebol cearense. O jogo mil de PELÉ com a camisa do Santos. No dia 3 de maio de 1972, no estádio Presidente Vargas, o Ceará receberia o time paulista pela Série "A" daquele ano. O atual técnico do Ceará, Dimas Filgueiras, que jogou pelo Vovô naquele dia, lembra como o estádio estava lotado. "O PELÉ foi sempre atração. O PV estava lotado. Mas quem veio assistir o Pelé, viu o Ceará, pois vencemos por 2 a 1, de virada".

Dimas também lembra
um feito do Vovô: quando Pelé enfrentou o Alvinegro, nunca venceu. "O Ceará sempre foi uma pedra no sapato do PELÉ".

GENTILEZA
- O ex-volante Edmar Araújo (Foto)
, lembra a fidalguia de PELÉ. "Em 1968, o Ferroviário, pelo qual também joguei, foi campeão invicto e fez um jogo de entrega de faixas contra o Santos. Houve um pênalti duvidoso para eles e quando o Pepe foi cobrar, o PELÉ disse: "não estrague a festa deles, chute para fora. E foi o que Pepe fez", lembrou ele.

ENTREVISTA - MÁRIO JORGE LÔBO ZAGALLO
"O PELÉ era completo, Maradona era só mais um bom jogador".

Vocês conviveram juntos por muito tempo, além de serem contemporâneos no futebol. Que recordações o senhor guarda do início da carreira dele?

- Quando PELÉ chegou à Seleção, em 1957, todo mundo ficou surpreso. O comentário geral era de que aquele garoto só podia ser um prodígio, um fenômeno. Garrincha, Nilton Santos, todos já olhavam para ele com alguma admiração.

Devido a essa convivência, vocês eram próximos? Por ser nove anos mais velho, chegou a dar conselhos?
- Ele sempre foi muito bacana comigo. Mas quem deveria dar conselhos para quem? O que eu fazia era observar o jeito dele, como dava os dribles sensacionais, os gols, as jogadas.

De algum modo, tentou aprender algo com o PELÉ?
- Claro, sempre. Teve um jogo do Santos, não lembro se eu estava no Flamengo ou Botafogo, em que o adversário veio roubar a bola e eu dei só um toquezinho com o bico da chuteira. O cara passou direto que nem uma flecha. Aí o Pelé veio e me disse: "você é inteligente, hein?" Eu não respondi nada, na verdade eu fiz aquela jogada no melhor estilo PELÉ.

Como foi sua experiência como treinador dele em 1970?

- Logo no primeiro treino da Seleção, ele me disse: "Zagallo, você pode me botar na reserva, só não quero que seja desleal comigo". Referia-se a uma declaração atribuída ao João Saldanha (técnico demitido para dar vez a Zagallo), de que ele, Pelé, estaria cego. Naquele momento, eu lhe respondi: "PELÉ, aqui na Seleção é você e mais dez".

Como era o PELÉ nas concentrações da Seleção?
- Era 100%.
Uma vez estávamos num hotel do Rio, a poucos dias da Copa de 70, e havia um aglomerado de gente na recepção. Estava um clima festivo e o PELÉ pediu uma reunião dos jogadores com a comissão técnica. Disse que aquilo parecia uma diversão, que não estava gostando daquela festa toda.

PELÉ acumulou inúmeros momentos marcantes na história do futebol. Das grandes jogadas feitas por ele, qual a que você destacaria?
- A do jogo com a Tchecoslováquia, em 70, em que ele chuta do meio de campo tentando encobrir o goleiro. Eu estava no banco e não entendi nada. "O que ele está fazendo, meu Deus?", pensei comigo. A minha dedução, nunca perguntei a ele, foi que ele estava dando resposta ao Saldanha, de que não era cego.

Há comparações entre Maradona e PELÉ?
- Muitas. O PELÉ foi tricampeão mundial. O Maradona só ganhou uma Copa. O PELÉ marcou quase 1.300 gols. O Maradona não chegou nem aos 400. O PELÉ era completo. O outro foi um bom jogador.

Estiveram juntos por muito tempo, mas agora, que já se aposentaram, vocês mantêm contato?
- Não tenho o número do telefone dele. É uma pessoa muito difícil de encontrar, está sempre viajando.

Vai enviar um telegrama ao PELÉ pelos 70 anos?
- Meu filho, se você souber o endereço dele... Eu não consigo falar com esse homem. Vou aproveitar essa entrevista e, por meio de vocês, vou mandar os parabéns ao Pelé por tudo que ele representa. É o nosso Rei.

Mário Jorge Lôbo Zagallo
Diário do Nordeste
23/10/2010